terça-feira, outubro 31

Vida


Se a escada não estiver apoiada na parede correcta, cada degrau que subimos é um passo mais para um lugar equivocado.

Stephen Covey

domingo, outubro 29

a nossa responsabilidade...

(...)

A nossa responsabilidade é gritante:

um copo de água, uma colher de chá de sal e outra de açucar salvariam 13 milhões de crianças por ano.

(...)

Eveline Herfkens* in Noticias Magazine 29/10/2006



*
responsável pela campanha "Objectivos do Milénio"

http://www.pobrezazero.org

terça-feira, outubro 24

A atracção pela morte...

Achei muito curioso este editorial...
é contra-corrente do que habitualmente é passado na Comunicação Social e penso que levanta algumas questões interessantes...

será que tem sentido?...




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A atracção pela morte é um dos sinais da decadência.
Portugal deveria estar, neste momento, a discutir o quê?
Seguramente, o modo de combater o envelhecimento da população.
Um país velho é um país mais doente.
Um país mais pessimista.
Um país menos alegre.
Um país menos produtivo.
Um país menos viável - porque aquilo que paga as pensões dos idosos são os impostos dos que trabalham.
Era esta, portanto, uma das questões que Portugal deveria estar a debater.

E a tentar resolver. Como?
Obviamente, promovendo os nascimentos.
Facilitando a vida às mães solteiras e às mães separadas.
Incentivando as empresas a apoiar as empregadas com filhos, concedendo facilidades e criando infantários.
Estabelecendo condições especiais para as famílias numerosas.
Difundindo a ideia de que o país precisa de crianças - e que as crianças são uma fonte de alegria, energia e optimismo.
Um sinal de saúde.
Em lugar disto, porém, discute-se o aborto.
Discutem-se os casamentos de homossexuais (por natureza estéreis).
Debate-se a eutanásia.
Promove-se uma cultura da morte.

Dir-se-á, no caso do aborto, que está apenas em causa a rejeição dos julgamentos e das condenações de mulheres pela prática do aborto - e a possibilidade de as que querem abortar o poderem fazer em boas condições, em clínicas do Estado.
Só por hipocrisia se pode colocar a questão assim.
Todos já perceberam que o que está em causa é uma campanha.

O que está em curso é uma desculpabilização do aborto, para não dizer uma promoção do aborto.
Tal como há uma parada do 'orgulho gay', os militantes pró-aborto defendem o orgulho em abortar.
Quem já não viu mulheres exibindo triunfalmente t-shirts com a frase «Eu abortei»?

Ora, dêem-se as voltas que se derem, toda a gente concorda numa coisa: o aborto, mesmo praticado em clínicas de luxo, é uma coisa má.
Que deixa traumas para toda a vida.
E que, sendo assim, deve ser evitada a todo o custo.

A posição do Estado não pode ser, pois, a de desculpabilizar e facilitar o aborto - tem de ser a
oposta.
Não pode ser a de transmitir a ideia de que um aborto é uma coisa sem importância, que se pode fazer quase sem pensar - tem de ser a oposta.
O Estado não deve passar à sociedade a ideia de que se pode abortar à vontade, porque é mais fácil, mais cómodo e deixou de ser crime.

Levada pela ilusão de que a vulgarização do aborto é o futuro, e que a sua defesa corresponde a uma posição de esquerda, muita gente encara o tema com ligeireza e deixa-se ir na corrente.
Mas eu pergunto: será que a esquerda quer ficar associada a uma cultura da morte?
Será que a esquerda, ao defender o aborto, a adopção por homossexuais, a liberalização das drogas, a eutanásia, quer ficar ligada ao lado mais obscuro da vida?

No ponto em que o mundo ocidental e o país se encontram, com a população a envelhecer de ano para ano e o pessimismo a ganhar terreno, não seria mais normal que a esquerda se batesse pela vida, pelo apoio aos nascimentos e às mulheres sozinhas com filhos, pelo rejuvenescimento da sociedade, pelo optimismo, pela crença no futuro?

Não seria mais normal que a esquerda, em lugar de ajudar as mulheres e os casais que querem abortar, incentivasse aqueles que têm a coragem de decidir ter filhos?



José António Saraiva, no editorial do jornal Sol de 14 de Outubro de 2006

quinta-feira, outubro 19

o profeta

Um profeta fora enviado a uma cidade corrompida para lá pregar a conversão. Pregou durante dias e noites, percorrendo a cidade em todos os sentidos, no meio da indiferença das pessoas. Um dia, um habitante disse-lhe:

- Porque continuas a pregar? Não vês que ninguém te ouve? Os teus esforços não servem para nada, e nada do que dizes interessa a ninguém.

O profeta respondeu:

- É verdade! Mas vou dizer-lhe porque continuo a pregar. No princípio, pensava que podia mudar os homens. Hoje sei que não vou conseguir. Se continuo a gritar, se prego, é porque não quero que eles me mudem a mim!

sábado, outubro 14

Amo-te

Um casal que atravessava uma grave crise conjugal apresentou-se ao médico para tentar fazer uma terapia de casal. Uma das queixas apresentadas pela mulher era que estava casada há trinta anos e o marido nunca lhe tinha dito, durante aquele tempo, que a amava. Por isso, ela sentia-se profundamente infeliz e insegura. O marido com alguma indiferença respondeu - Disse-lhe que a amava no dia do casamento, como não mudei de ideias, não vejo a necessidade de me repetir.

Pedro Afonso, psiquiatra no Hospital Júlio de Matos, in SEMANA MÉDICA, 18 a 24 de Novembro de 2004, citado por aaldeia.net

Pensem nisso

«Acredito, firme e profundamente, que podemos criar um mundo livre da pobreza, se assim quisermos. Pensem nisso.»

Muhammad Yunus, Prémio Nobel da Paz 2006, "Pai" do Micro-crédito

sexta-feira, outubro 13

A felicidade exige valentia.

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não
esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela
vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no
recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter
medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para
ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."


Fernando Pessoa - 70º aniversário da sua morte

quarta-feira, outubro 11

O jejum e a oração







Jovens muçulmanas indonésias aguardam pelo momento da oração numa mesquita de Jacarta. Os muçulmanos de todo o mundo estão a entrar na terceira semana do Ramadão, o mês mais sagrado do calendário islâmico. Durante o Ramadão, os fiéis abstêm-se de comer, de beber e de fumar entre o nascer e o pôr do Sol.


Foto: Dita Alangkara/AP in Publico.pt