segunda-feira, dezembro 31

desejo universal de paz

Desde que, há onze meses, assumi as funções de Secretário-Geral, viajei eu próprio por todos os cantos das Nações Unidas, de Kinshasa a Cabul, de Bruxelas a Beirute. Por todos os locais onde passei, e entre os numerosos jovens que encontrei, descobri um sentimento comum: um desejo universal de paz e uma aspiração à prosperidade.

Mas, com demasiada frequência, descobri que os que aspiram às mesmas coisas sofrem dos mesmos preconceitos. Todos têm medo dos que são diferentes deles: da outra etnia, da outra cor de pele, das outras tradições culturais ou linguísticas e, sobretudo, das outras religiões.
(...)
Precisamos de reconstruir pontes e de nos empenharmos num diálogo intercultural consequente e construtivo, que insista nos valores e nas aspirações comuns.
Como jovens crentes, estais na posição ideal para contribuir para este processo. Futuros responsáveis nos meios onde viveis, podeis sublinhar as crenças fundamentais comuns a todas as grandes tradições religiosas: a compaixão, a solidariedade, o respeito pela vida e a bondade para com os outros. Podeis exortar os membros da vossa geração a tratar os outros como desejam serem eles mesmos tratados.
Em conjunto, devemos esforçar-nos por promover os ideais de base de todas as grandes religiões do mundo. Devemos construir sociedades que respeitem as crenças e as práticas individuais e devemos encorajar os lugares de vida onde as pessoas de todas as religiões e nacionalidades coabitam em paz.

(...)
Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon
mensagem para o XXX encontro Europeu de Taizé - Genebra

domingo, dezembro 30

Perdoar faz bem!

"As pessoas que tendem a desculpar aqueles que as ofendem revelam mais bem-estar físico e psicológico nas relações com os outros do que aquelas que guardam mágoas e repisam sentimentos.
um sinal relevante do efeito do perdão bem sucedido é o sentimenro de alívio vivivo por quem o experimenta. um alívio que parece tonificar o corpo e a alma, ibertos do peso da ira, do ódio, dos desejos de vingança."

in Notícias Magazine num artigo sobre os estudos do psicólogo Félix Neto sobre o perdão

quarta-feira, dezembro 26

A felicidade exige valentia.

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não
esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela
vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no
recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter
medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para
ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Fernando Pessoa

recebido de e dedicado ao meu "amigo Secreto"

domingo, dezembro 23

seguir Cristo

Chamando-te, Deus não te prescreve o que deves fazer. O seu chamamento é antes de mais um encontro. Deixa-te acolher por Cristo e descobrirás o caminho a seguir.

Deus chama-te à liberdade. Não faz de ti um ser passivo. Pelo seu Espírito Santo, Deus habita em ti, mas não se substitui a ti. Pelo contrário, ele desperta energias insuspeitas.

(...)


http://www.taize.fr/

sexta-feira, dezembro 21

O Natal é uma canceira

O Natal é uma canseira, uma despesa, uma trapalhada. Perder imenso tempo a fazer doces e decorações, gastar um dinheirão em presentes e jantares, suportar a confusão dos cartões de boas-festas e das refeições de família. Estes dias nem se consegue ler o Destak em paz, porque é Natal.

É assim desde o princípio. A canseira que não foi para a Senhora, grávida de mais de oito meses, fazer centenas de quilómetros até Belém! A despesa da viagem, do nascimento, da ida para o Egipto! A trapalhada do recenseamento, da falta de acolhimento, do estábulo! Para não falar na confusão das visitas dos pastores, dos magos e, pior, dos soldados de Herodes. Acima de tudo, canseira, despesa e trapalhada estão mesmo no centro do mistério supremo que nos leva ainda hoje a celebrar o Natal. Porque o Deus sublime quis vir através dos céus nascer como um bebé. Porque o Senhor do universo dissipou toda a sua glória, escondendo-a naquele estábulo. Porque Ele sabia que os homens não o reconheceriam e iriam desprezá-lo e tentar matá-lo, até conseguirem.

O Natal só existe porque o Verbo de Deus quis suportar uma enorme canseira, despesa e trapalhada pela nossa salvação. Por isso hoje, quando corremos, gastamos e sofremos por causa do Natal, ao menos lembremo-nos do que Ele e sua Mãe correram, gastaram sofreram. Por nós. Participar no Natal é amar o próximo, mudar de vida, entrar no amor. Mas se não o fizermos, mesmo que não o queiramos fazer, ao menos participamos no Natal repetindo a canseira, despesa e trapalhada que foi desde o princípio. Feliz Natal!



JCdasNeves, Destak, 071220

quinta-feira, dezembro 20

se Jesus aparecesse hoje...

Se Jesus aparecesse hoje no nosso mundo, nasceria incógnito numa família boa e trabalhadora do Equador, do Uzbequistão ou doutro sítio qualquer, daqueles que não aparecem nas notícias. As pessoas ficariam confusas: "Onde é que isso fica?" Jesus não apareceria na televisão e não seria visto em nenhum centro de poder ou de riqueza. Seria intimidado, caluniado e criticado. Diria verdades simples; alguns ouviriam-nO e reconheceriam a voz de Deus. As boas notícias espalhar-se-iam lentamente, tal como aconteceu há dois mil anos, e seriam relacionadas com tudo o que é bom neste mundo. Os agentes do poder e da riqueza não se aperceberiam e não O patrocinariam.
A feliz ironia de hoje é que, ao fim de dois mil anos, a Boa Nova está tão espalhada que, tenha-se ou não consciência disso, toda a raça humana enriqueceu com o nascimento de Jesus.

retirado do Lugar Sagrado

terça-feira, dezembro 18

Faz confusão entrar em loja após loja e encontrar barretes de Pai Natal, bolas para árvores, velas suficientes para encher um santuário, mas nem um presépio. Nem sombra de Nossa Senhora, S. José, do burro ou da vaca. Menino Jesus, nem vê-lo.
Sei que é impoliticamente correcto falar de crucifixos, presépios e outros símbolos religiosos, sem imediatamente invocar os símbolos de todas as outras religiões do mundo, como se pudéssemos apagar o nosso passado e fingir que não pertencemos a uma civilização marcada pelos princípios judaico-cristãos. Mas não deixo de considerar que não passa de uma imensa hipocrisia. Se não queremos celebrar o Natal por aquilo que significa, estamos absolutamente livres de ir trabalhar nesse dia, e cortar o "feriado" da lista.

Isabel Stilwell in Destak

segunda-feira, dezembro 17

tornar visível a unidade dos cristãos

Durante a sua recente visita a Yogyakarta, na Indonésia, o irmão Alois encorajou os jovens cristãos a tornar visível a unidade dos cristãos.
Dirigindo-se aos cerca de 500 jovens da Indonésia e de Timor Loro Sa’e, ele disse: «Os cristãos têm um dom específico para ser fermento de paz na família humana. Qual é esse dom? É a paz de Cristo... Cristo confiou-nos essa paz para nós a transmitirmos.» No último dia do encontro, o irmão Alois e os irmãos que estavam com ele, juntamente com alguns jovens, participaram na missa na igreja do Sagrado Coração de Jesus em Ganjuran. A igreja tinha sido destruída pelo tremor de terra em 2006. A missa continua a ser celebrada no que resta da igreja, com um pequeno alpendre muito simples, feito com ramos e folhas. A nova igreja só será construída depois de todos os habitantes do bairro terem reconstruído as suas casas. Outros participantes visitaram a GKI Pundong, a igreja menonita, e participaram lá na celebração dominical...
Ganjuran e Pundong situam-se em Bantul, na parte sul de Yogyakarta, a zona mais afectada pelo tremor de terra; cerca de 90% das casas foram destruídas...

sexta-feira, dezembro 14

A esperança na morte

Não lido especialmente bem com a morte de entes queridos.
Tenho dificuldade em entender ou explicar a vida eterna.
Mas nós católicos temos uma sorte danada: acreditamos que a morte não acaba com a vida!

Ontem morreu a avó de uma colega de trabalho. Ela não acredita em Deus. Fiquei sem saber o que lhe dizer. O que pode sarar a dor da morte se não se acreditar que o encontro se dará no futuro?

Aborto em clínicas espanholas...

Madrid, 14 Dez (Lusa) - O fecho cautelar de duas clínicas de aborto em Madrid depois de rusgas e detençöes em estabelecimentos de Barcelona reacendeu o debate sobre a lei do aborto em Espanha, nomeadamente a violaçäo dos prazos previstos. As autoridades alegam irregularidades na prática de abortos, nomeadamente interrupçöes da gravidez muito além do permitido por lei e a tentativa de destruiçäo de documentaçäo que atesta esse facto.
A prática de abortos punidos penalmente e delitos de falsificaçäo documental e burla, já que aparentemente nem todos os abortos eram praticados por médicos e o psiquiatra que assinava os relatórios näo tinha titulaçäo oficial.

in Agência Lusa

segunda-feira, dezembro 10

Comunidade Vida e Paz

O armazém da Comunidade Vida e Paz onde estavam armazenados os alimentos para a Festa de Natal com os Sem-Abrigo foi assaltado na noite do último sábado, quase anulando os esforços da organização para assegurar as 4500 refeições quentes e 5000 lanches e ceias!



Agora, a uma semana da Festa – que se realiza de 14 a 16 de Dezembro na Cantina 1 da Universidade de Lisboa – precisamos URGENTEMENTE da TUA ajuda!!!



Partilha o teu arroz, o feijão, a massa, as bolachas, ou qualquer outra coisa da lista de necessidades que encontras em www.cvidaepaz.org e entrega ou envia para:

Rua Domingos Bomtempo, 7

1700-142 Alvalade – Lisboa

sexta-feira, dezembro 7

Cimeira alternativa... take 3

Vigílias por Darfur em Lisboa e no Porto
No próximo dia 8 de Dezembro vai ter lugar, na praça entre a Gare do Oriente e o Centro Vasco da Gama, uma Vigília por Darfur a ter início pelas 19h00. Também no Porto haverá iniciativa idêntica, no Cais de Gaia, pelas 19h00 (próximo da Ponte D.Luís).
A iniciativa conjunta da Amnistia Internacional, Africa-Europe Faith and Justice Network, Cáritas Portuguesa, Comissão Justiça e Paz dos Religiosos, Fundação Gonçalo da Silveira, Missionários Combonianos e TESE visa apelar aos lideres de governo presentes em Lisboa para que encontrem uma rápida resolução sobre este assunto.

Mais informações: www.pordarfur.org

Cimeira alternativa... take 2

D. Daniel Marko Kur Adwok, Bispo de Cartum:
"O governo sudanês quer fazer do Sudäo um Estado islâmico custe o que custar. Há a tentativa de "fazer reviver a civilizaçäo árabe e islâmica no Sudäo, sem espaço para quaisquer outras religiöes ou culturas".
Em quatro anos de guerra civil, a violência na regiäo do Darfur causou 2,4 milhöes de deslocados e refugiados e mais de 200 mil mortos.

A cimeira... e o que fica de fora...

Salih Mahmoud Osman é advogado e dá apoio jurídico gratuito às vítimas da violência no Darfur. Trabalha em condições difíceis mas não se sente só. Terça-feira recebe o Prémio Sakharov 2007
"A situação no Darfur e noutras regiões do Sudão é pior do que muitas pessoas conseguem imaginar. Tivemos uma guerra no Sul que durou mais de 20 anos e, logo depois, a situação no Darfur irrompeu. Há violações de liberdades fundamentais, como a liberdade de expressão e de associação. O ambiente foi sempre muito hostil para os defensores de direitos humanos, perseguidos, detidos ou torturados. Houve algumas diferenças após a Constituição Interina [de 2005, que confere maior autonomia ao Sul], mas muitas das cláusulas dessa Constituição não são aplicadas e o cenário mantém-se em relação aos direitos humanos.
[as pessoas] querem protecção. Querem ser protegidas dos assassínios, que são diários. Querem voltar para as suas casas em segurança. É por isso que pedimos à comunidade internacional, em especial à Europa, para ajudar as pessoas a regressar às suas casas e salvar-lhes as vidas. Uma vez mais, as pessoas estão a pedir à Europa que contribua para o processo de paz e pressione o Governo e os grupos rebeldes a iniciarem negociações e a terminarem com este sofrimento."

in Público / Caderno P2 , Isabel Gorjão Santos

quarta-feira, dezembro 5

O exemplo

Uma grama de exemplos vale mais que uma tonelada de conselhos.

Provérbio popular