quinta-feira, fevereiro 28

Caminha placidamente entre o ruído e a pressa. Lembra-te de que a paz pode residir no silêncio.
Sem renunciares a ti mesmo, esforça-te por seres amigo de todos.
Diz a tua verdade quietamente, claramente.
Escuta os outros, ainda que sejam torpes e ignorantes; cada um deles tem também uma vida que contar.
Evita os ruidosos e os agressivos, porque eles denigrem o espírito.
Se te comparares com os outros, podes converter-te num homem vão e amargurado: sempre haverá perto de ti alguém melhor ou pior do que tu.
Alegra-te tanto com as tuas realizações como com os teus projectos.
Ama o teu trabalho, mesmo que ele seja humilde; pois é o tesouro da tua vida.
Sê prudente nos teus negócios, porque no mundo abundam pessoas sem escrúpulos.
Mas que esta convicção não te impeça de reconhecer a virtude; há muitas pessoas que lutam por ideais formosos e, em toda a parte, a vida está cheia de heroísmo.
Sê tu mesmo. Sobretudo, não pretendas dissimular as tuas inclinações. Não sejas cínico no amor, porque quando aparecem a aridez e o desencanto no rosto, isso converte-se em algo tão perene como a erva.
Aceita com serenidade o cortejo dos anos, e renuncia sem reservas aos dons da juventude.
Fortalece o teu espírito, para que não te destruam desgraças inesperadas.
Mas não inventes falsos infortúnios.
Muitas vezes o medo é resultado da fadiga e da solidão.
Sem esqueceres uma justa disciplina, sê benigno para ti mesmo. Não és mais do que uma criatura no universo, mas não és menos que as árvores ou as estrelas: tens direito a estar aqui.
Vive em paz com Deus, seja como for que O imagines; entre os teus trabalhos e aspirações, mantém-te em paz com a tua alma, apesar da ruidosa confusão da vida.
Apesar das tuas falsidades, das tuas lutas penosas e dos sonhos arruinados, a Terra continua a ser bela.
Sê cuidadoso.
Luta por seres feliz.

Inscrição datada do ano de 1692. Foi encontrada numa sepultura, na velha igreja de S. Paulo de Baltimore - retirado da Aldeia

segunda-feira, fevereiro 25

O cão não ladra por valentia e sim por medo.


Provérbio chinês

Aristides de Sousa Mendes

Esther Dresner, natural de Antuérpia, fugiu da Bélgica nos primeiros dias após a invasão nazi daquele país, em Maio de 1940. Na companhia dos país chegou a Bordéus, onde a família recebeu um visto de Aristides de Sousa Mendes que lhe permitiu chegar a Portugal. Instalados na Figueira da Foz até Março de 1941, abandonaram Portugal em direcção aos Estados Unidos da América.


museu virtual Aristides de Sousa Mendes
http://mvasm.sapo.pt/

segunda-feira, fevereiro 18

não é facil

"Qualquer pessoa pode zangar-se. Isso é fácil.
Mas zangar-se com a pessoa certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa;
não é fácil".

Aristóteles, escritor e filósofo, GRE, 384-322aC

domingo, fevereiro 17

Ele é ...

«É um erro considerar que a norma que regulamenta o acesso à comunhão eucarística signifique que os cônjuges divorciados que voltam a casar-se estejam excluídos de uma vida de fé e de caridade, vividas dentro da comunhão eclesial.»

Cardeal Tettamanzi, Diocese de Milão

sexta-feira, fevereiro 15

conversão

A beleza da conversão exprime-se, também, na sua simplicidade e discrição. "Rasgai o vosso coração e não as vossas vestes"

Sé Patriarcal, 6 de Fevereiro de 2008
JOSÉ, Cardeal-Patriarca

quinta-feira, fevereiro 14

parábolas

Perguntaram uma vez a Dubner Maggid: “Porque razão têm as parábolas um efeito tão grande nas pessoas?” Ao que o pregador respondeu: “Posso explicar contando uma parábola.”
E foi esta a parábola que contou:

A Verdade saiu às ruas tão nua como no dia em que nasceu. Como resultado, as pessoas não a deixavam entrar em suas casas. Sempre que deparavam com ela, as pessoas voltavam os rostos e fugiam.

Um dia, quando a Verdade andava tristemente a vaguear, surgiu a Parábola. Ora, a Parábola estava vestida de esplendorosas vestes coloridas. E a Parábola, ao ver a Verdade, disse, “Diz-me, vizinha, o que te faz estares tão triste?” A Verdade respondeu amargamente, “Ah, irmã, as coisas estão más. Muito más. Estou velha, muito velha, e ninguém me quer reconhecer. Ninguém quer algo comigo”.

Ao ouvir isto, a parábola disse, “As pessoas não fogem de ti por seres velha. Eu também sou velha. Muito velha. Mas quanto mais velha estou, mais as pessoas gostam de mim. A verdade é que os homens não gostam de encarar a Verdade nua. Vou contar-te um segredo: Toda a gente gosta das coisas um pouco mascaradas e embelezadas. Permite-me que te empreste algumas magníficas vestes minhas, e verás que as pessoas que te põem de lado convidar-te-ão para suas casas e alegrar-se-ão com a tua companhia”.

A Verdade acolheu o conselho da Parábola e vestiu as vestes emprestadas. E desde aquele momento em diante, a Verdade e a Parábola têm andado de mãos dadas e todos as amam. Elas constituem um par feliz.


- Conto Judaico

terça-feira, fevereiro 12

Aquilo a que a lagarta chama fim do mundo, o homem chama borboleta.

Richard Bach
A Aldeia

segunda-feira, fevereiro 11

Avó

"Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros.
As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali.
Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas.
Nunca dizem "Despacha-te!". Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos.
Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior.
As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes.
Quando nos contam historias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes.
As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo.
Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.
Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver Televisão".



Definição de Avó
Artigo redigido por uma menina de 8 anos e publicado no Jornal do Cartaxo. Uma delícia!

sexta-feira, fevereiro 8

hino Jornada Mundial da Juventude Sydney

O melhor milho

Conta-se a história de um agricultor que, há vários anos, tinha a
melhor plantação de milho da região.
Na altura da entrega de um prémio, um jornalista ali presente
perguntou-lhe qual era o seu segredo.
– Eu partilho sempre a semente do meu milho com os meus
vizinhos.
Perante o ar de admiração do repórter, ele continuou:
– O vento leva o pólen do milho maduro de campo para campo. Se
os meus vizinhos cultivarem milho inferior, a polinização degradará a
qualidade do meu milho. Por isso, para eu poder ter milho bom, tenho
de ajudar os meus vizinhos a cultivarem milho bom também.
O mesmo se passa com outras dimensões da vida.
Se queres ser feliz, tens de ajudar os outros a encontrarem a
felicidade.
O bem-estar de cada um está ligado ao bem-estar de todos.




Revista infantil “Nosso amiguinho”
Agosto 2001, Nº 179

sexta-feira, fevereiro 1

"Há pensamentos que são orações.
Há momentos nos quais, seja qual for a posição do corpo, a alma está de joelhos."

Victor Hugo