Perguntam-nos frequentemente: «O que fazem aqui?» A resposta é dada nos termos da mais usual forma de cumprimentar em wolof, a língua mais falada em Dacar. Quando se cumprimenta alguém, é costume perguntar-se: «O que fazes?». É uma pergunta estranha, uma forma ocidental muito típica de pedir notícias; como se se pudesse definir alguém pela sua actividade. Felizmente, a resposta é muito mais africana, diz-se: «Estou aqui» ou, por vezes, «Estou aqui, é tudo.» E isso põe bem as coisas no lugar. Se não estivesse aqui, também não estaria a fazer nada e nem sequer nos teríamos encontrado! Por isso, quando alguém nos pergunta o que estamos a fazer neste bairro, podemos responder: «Estamos aqui!»
in www.taize.fr
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quantas vezes, não estamos aqui?... estamos além, estamos distantes, indiferentes...longe do essencial...
O essencial é sempre vivido aqui e agora!
segunda-feira, novembro 27
Educação
"Os educadores precisam compreender que ajudar as pessoas a se tornarem pessoas é muito mais importante do que ajudá-las a tornarem-se matemáticas, poliglotas ou coisa que o valha."
Carl Rogers
Carl Rogers
quarta-feira, novembro 22
Um presente diferente!
Presentes Solidários
A Fundação Evangelização e Culturas vai promover uma campanha de Natal inovadora que se irá centrar no essencial e no não-comercial, procurando contribuir para o desenvolvimento dos países de língua portuguesa.
A Campanha designada “Presentes Solidários” vai permitir ao comprador escolher entre sete presentes, em nome de um amigo ou familiar. Ou seja, a compra de uma dúzia de galinhas irá permitir que uma família no Brasil possa fazer criação para consumo ou vender os animais.Para cada país existirá um produto específico. A saber: Brasil uma dúzia de galinhas; Angola Sementes+En
in Rádio Renascença
AMAR!
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender?
É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
Florbela Espanca
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender?
É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
Florbela Espanca
sábado, novembro 11
Trissomia 21 e referendo ao aborto
O meu testemunho
Tanto para os que me conhecem melhor, e já sabem um pouco da minha vida, como para os que não, passo a explicar... Tenho 36 anos e sou mãe de três crianças. Uma de onze, outra de seis e a última de dois. A última nasceu com Trissomia 21 (síndrome de Down - vulgo Mongolismo). Soubemos isso no ínicio da gravidez, o que nos fez passar por determinadas situações dolorosas, difíceis e muito "estranhas"....
Este tornou-se para mim num assunto "delicado" e incrível. Sempre fui leve em relação ao assunto do aborto, até me ver na situação.
Como já disse, nós soubemos da deficiência da nossa filha Leonor às 16 semanas de gravidez. Foi um enorme choque, como devem calcular...Imediatamente após a notícia, foi-nos IMEDIATAMENTE comunicado pelo médico que poderíamos abortar e teríamos de decidir até às 24 semanas... Por lei eu podia "abortar".
De repente, sem mais nem menos, estava nas minhas mãos a vida de alguém... No que quer que eu decidisse a lei apoiava-me, tal como a maioria da sociedade... É desconcertante este sentimento...
Poder "anular" uma vida à vontade, sabendo que toda a gente me entende e apoia (mesmo que não concorde). Tudo isto porque ela não é normal...; é diferente, tem um atraso mental que nunca a vai deixar tirar um curso superior, casar e ter filhos... Por estas razões eu posso matá-la. A sociedade apoia, paga e assina por baixo!!!
Achámos (o Zeca e eu) que temos os filhos para ELES serem felizes (e não nós - Pais - como muita gente acha). A felicidade é relativa e não passa obrigatoriamente por cursos superiores nem casamentos. Além de que, aprofundando o assunto, estas crianças mongolóides são tão mais descomplicadas que naturalmente são felizes. Fiquei radiante quando me apercebi e me consciencializei de que dos meus três filhos uma já ia ser feliz...aos outros dois eu ainda tinha muito que os ajudar... E isso deu-me imenso conforto!! A mongolóide era certamente a feliz!!! Que bom e maravilhoso ter essa certeza! Quantos de vocês têm essa segurança em relação aos vossos filhos ditos normais?
Bom, isto tudo para dizer que apesar de não desejarmos uma criança deficiente, não querermos, não nada, nunca (apesar de neste caso a lei dizer que sim) pensámos em matá-la! Além de matar, viver uma vida de família em cima de uma morte seria muito duro para nós, e uma grande cobardia em relação àquela criança na minha barriga que não pediu NADA. Com olhos em bico ou não, mais lenta ou não, eu não posso matar a minha filha!!! NÃO TENHO ESSE DIREITO, independentemente de haver quem ache que sim.
A minha vida vai mudar? Sim.
Vou estar enfiada em terapias? Sim.
O coração dela está bem? não sei.
Os outros orgãos? Não sei.
Ouvirá bem? não sei.
Verá bem? não sei.
Vocês sabem antes dos vossos filhos nascerem? Têm certezas?
A partir desse momento e desses meses, a história do aborto tornou-se tão clara para mim que gostava que lessem para ver se concordam... Estou um pouco cansada destes mail's todos muito técnicos (apesar de válidos), cheios de leis e palavras difíceis, quando no fundo tudo se trata de RESPEITO À VIDA. Se é das 10 semanas ou 12 ou 24. Se é despenalizar ou liberalizar, se é psd, pp, ps, ou bloco, se, se, se...
A pergunta que nos vão fazer é, (esqueçam o que os a favor chamam "despenalização" e os contra "liberalização"): Qualquer mulher (pobre ou rica, com ou sem problemas) se não quer ter um filho pode matá-lo até às 10 semanas de idade? Sim ou não?
Podem ou não?
Comecei a pensar: há tanta gente que tem pena destas mulheres... eu também tenho... elas não queriam engravidar... não têm dinheiro... não têm casa... são drogadas... têm 15 anos... Qual a solução? Matar o filho, claro!
É efectivamente uma solução, que tanta gente apoia e está pronta a pagar essa morte do seu próprio bolso.
Lembrei-me depois, no seguimento deste raciocínio, que há outras mães nessas condições... Lembram-se da mãe da Joaninha? Aquela mãe que matou a filha de 5 anos e que está presa? E que Portugal INTEIRO se revoltou contra ela? Mas ela, coitada, também não tinha condições de ter a Joaninha... Perdeu o emprego, não conseguia ajudá-la... e achou que para ela ter uma vida assim, mais valia matá-la; no fundo era um acto de amor e proteger a sua filhota de sofrer.... E dentro do mesmo contexto, achou bem. Matou-a. Provavelmente ela não deu por nada, tal como os bébés na barriga, e acabou-se o problema.
São dois casos idênticos, mas vocês reagem de maneira diferente... É engraçado... num revoltam-se... noutro, ainda estão a pensar nas pobres mães que não os podem criar. QUAL É A DIFERENÇA???? A diferença é que vocês viram a cara da Joaninha na TV, sentiram-se "atingidos e sensibilizados", e o bébé de 10 semanas não o viram. É mais fácil matar quem não se conhece a cara. É cobardia. O coração bate em ambas. Pensem bem... duas mães que matam os seus filhos pela mesma razão. Exactamente.
Uma pode e deve ir para a cadeia... outra nem pensar... coitadinha. Além de que isto tudo é secundário. A mãe, lamento, não está em causa no referendo, ao contrário do que nos impigem. O que está em causa é o filho. Pode-se matar ou não? É sobre ele que vamos decidir.
Há quem lhe chame "despenalização", eu (Bita) chamo MATAR.
Vocês consideram que a vida de um ser humano tem valor menor do que a dignidade da mãe? Acaso assassinar um ser humano inocente e indefeso não seria um crime maior do que o estrupo sofrido pela mãe?
O aborto não é um direito da mulher. Ninguém tem direito de decidir se um ser humano vive ou não vive, mesmo que seja a mãe que o acolheu no seu ventre. A mulher tem o direito de decidir se concebe ou não. Mas desde que uma vida foi gerada no seu seio, é outro ser humano, em relação ao qual tem particular obrigação de o proteger e defender.
Meus queridos amigos, gostava que quem ainda não pensou no assunto, pensasse.
Vamos brevemente decidir sobre a ética do nosso País. Sobre se podemos ou não abortar livremente até às 10 semanas. Segundo alguns, quase toda a Europa já aborta, matando as suas crianças... só Portugal é que está atrasado. Fico radiante por o nosso atraso ser bom em algumas situações. E tal como fazemos com os nossos filhos, dos colegas da escola devemos copiar os bons alunos e não os maus. Temos de saber o que devemos trazer de exemplo da Europa e o que NÃO DEVEMOS copiar. Além de que muitos deles já estão arrependidos das decisões tomadas, mas agora é tarde demais para voltar atrás. Nós é que estamos SUPER ATRASADOS!!!
Votem contra a morte.
Não se abstenham, é uma vergonha.
Na dúvida, escolham a VIDA!
Tenham tomates para dizer a vossa opinião em público.
E mais, acabou-se o modernismo de "eu sou contra, mas cada um sabe de si". NÃO! Se é contra, explique e convença os outros. Abra-lhes a mente. Vocês têm essa obrigação, de ajudar os indecisos, e quem não vê nem entende, a entender.
E não metam isto nas mãos dos católicos. Este assunto da vida tem a ver com Budistas, Católicos, Ateus, etc...é um assunto de ética moral da mais simples... Desde que nascemos que aprendemos: - Não se mata. Matar é mau.
Chega de estar tudo no seu canto a opinar e os políticos a decidir se matamos ou não os nossos filhos.
E vocês, Pais (homens) , mais do que ninguém, falem! Alguém vos perguntou se podem matar os vossos filhos? Vocês nem têm voz. A mulher decide tudo sozinha! (coitadinha)
Desculpem se me exalto na escrita, mas realmente acho que andamos todos a brincar às leis e com a vida das pessoas...
Bita Almeida Lupi Belo
in http://aborto.aaldeia.net/referendoaborto.htm
Tanto para os que me conhecem melhor, e já sabem um pouco da minha vida, como para os que não, passo a explicar... Tenho 36 anos e sou mãe de três crianças. Uma de onze, outra de seis e a última de dois. A última nasceu com Trissomia 21 (síndrome de Down - vulgo Mongolismo). Soubemos isso no ínicio da gravidez, o que nos fez passar por determinadas situações dolorosas, difíceis e muito "estranhas"....
Este tornou-se para mim num assunto "delicado" e incrível. Sempre fui leve em relação ao assunto do aborto, até me ver na situação.
Como já disse, nós soubemos da deficiência da nossa filha Leonor às 16 semanas de gravidez. Foi um enorme choque, como devem calcular...Imediatamente após a notícia, foi-nos IMEDIATAMENTE comunicado pelo médico que poderíamos abortar e teríamos de decidir até às 24 semanas... Por lei eu podia "abortar".
De repente, sem mais nem menos, estava nas minhas mãos a vida de alguém... No que quer que eu decidisse a lei apoiava-me, tal como a maioria da sociedade... É desconcertante este sentimento...
Poder "anular" uma vida à vontade, sabendo que toda a gente me entende e apoia (mesmo que não concorde). Tudo isto porque ela não é normal...; é diferente, tem um atraso mental que nunca a vai deixar tirar um curso superior, casar e ter filhos... Por estas razões eu posso matá-la. A sociedade apoia, paga e assina por baixo!!!
Achámos (o Zeca e eu) que temos os filhos para ELES serem felizes (e não nós - Pais - como muita gente acha). A felicidade é relativa e não passa obrigatoriamente por cursos superiores nem casamentos. Além de que, aprofundando o assunto, estas crianças mongolóides são tão mais descomplicadas que naturalmente são felizes. Fiquei radiante quando me apercebi e me consciencializei de que dos meus três filhos uma já ia ser feliz...aos outros dois eu ainda tinha muito que os ajudar... E isso deu-me imenso conforto!! A mongolóide era certamente a feliz!!! Que bom e maravilhoso ter essa certeza! Quantos de vocês têm essa segurança em relação aos vossos filhos ditos normais?
Bom, isto tudo para dizer que apesar de não desejarmos uma criança deficiente, não querermos, não nada, nunca (apesar de neste caso a lei dizer que sim) pensámos em matá-la! Além de matar, viver uma vida de família em cima de uma morte seria muito duro para nós, e uma grande cobardia em relação àquela criança na minha barriga que não pediu NADA. Com olhos em bico ou não, mais lenta ou não, eu não posso matar a minha filha!!! NÃO TENHO ESSE DIREITO, independentemente de haver quem ache que sim.
A minha vida vai mudar? Sim.
Vou estar enfiada em terapias? Sim.
O coração dela está bem? não sei.
Os outros orgãos? Não sei.
Ouvirá bem? não sei.
Verá bem? não sei.
Vocês sabem antes dos vossos filhos nascerem? Têm certezas?
A partir desse momento e desses meses, a história do aborto tornou-se tão clara para mim que gostava que lessem para ver se concordam... Estou um pouco cansada destes mail's todos muito técnicos (apesar de válidos), cheios de leis e palavras difíceis, quando no fundo tudo se trata de RESPEITO À VIDA. Se é das 10 semanas ou 12 ou 24. Se é despenalizar ou liberalizar, se é psd, pp, ps, ou bloco, se, se, se...
A pergunta que nos vão fazer é, (esqueçam o que os a favor chamam "despenalização" e os contra "liberalização"): Qualquer mulher (pobre ou rica, com ou sem problemas) se não quer ter um filho pode matá-lo até às 10 semanas de idade? Sim ou não?
Podem ou não?
Comecei a pensar: há tanta gente que tem pena destas mulheres... eu também tenho... elas não queriam engravidar... não têm dinheiro... não têm casa... são drogadas... têm 15 anos... Qual a solução? Matar o filho, claro!
É efectivamente uma solução, que tanta gente apoia e está pronta a pagar essa morte do seu próprio bolso.
Lembrei-me depois, no seguimento deste raciocínio, que há outras mães nessas condições... Lembram-se da mãe da Joaninha? Aquela mãe que matou a filha de 5 anos e que está presa? E que Portugal INTEIRO se revoltou contra ela? Mas ela, coitada, também não tinha condições de ter a Joaninha... Perdeu o emprego, não conseguia ajudá-la... e achou que para ela ter uma vida assim, mais valia matá-la; no fundo era um acto de amor e proteger a sua filhota de sofrer.... E dentro do mesmo contexto, achou bem. Matou-a. Provavelmente ela não deu por nada, tal como os bébés na barriga, e acabou-se o problema.
São dois casos idênticos, mas vocês reagem de maneira diferente... É engraçado... num revoltam-se... noutro, ainda estão a pensar nas pobres mães que não os podem criar. QUAL É A DIFERENÇA???? A diferença é que vocês viram a cara da Joaninha na TV, sentiram-se "atingidos e sensibilizados", e o bébé de 10 semanas não o viram. É mais fácil matar quem não se conhece a cara. É cobardia. O coração bate em ambas. Pensem bem... duas mães que matam os seus filhos pela mesma razão. Exactamente.
Uma pode e deve ir para a cadeia... outra nem pensar... coitadinha. Além de que isto tudo é secundário. A mãe, lamento, não está em causa no referendo, ao contrário do que nos impigem. O que está em causa é o filho. Pode-se matar ou não? É sobre ele que vamos decidir.
Há quem lhe chame "despenalização", eu (Bita) chamo MATAR.
Vocês consideram que a vida de um ser humano tem valor menor do que a dignidade da mãe? Acaso assassinar um ser humano inocente e indefeso não seria um crime maior do que o estrupo sofrido pela mãe?
O aborto não é um direito da mulher. Ninguém tem direito de decidir se um ser humano vive ou não vive, mesmo que seja a mãe que o acolheu no seu ventre. A mulher tem o direito de decidir se concebe ou não. Mas desde que uma vida foi gerada no seu seio, é outro ser humano, em relação ao qual tem particular obrigação de o proteger e defender.
Meus queridos amigos, gostava que quem ainda não pensou no assunto, pensasse.
Vamos brevemente decidir sobre a ética do nosso País. Sobre se podemos ou não abortar livremente até às 10 semanas. Segundo alguns, quase toda a Europa já aborta, matando as suas crianças... só Portugal é que está atrasado. Fico radiante por o nosso atraso ser bom em algumas situações. E tal como fazemos com os nossos filhos, dos colegas da escola devemos copiar os bons alunos e não os maus. Temos de saber o que devemos trazer de exemplo da Europa e o que NÃO DEVEMOS copiar. Além de que muitos deles já estão arrependidos das decisões tomadas, mas agora é tarde demais para voltar atrás. Nós é que estamos SUPER ATRASADOS!!!
Votem contra a morte.
Não se abstenham, é uma vergonha.
Na dúvida, escolham a VIDA!
Tenham tomates para dizer a vossa opinião em público.
E mais, acabou-se o modernismo de "eu sou contra, mas cada um sabe de si". NÃO! Se é contra, explique e convença os outros. Abra-lhes a mente. Vocês têm essa obrigação, de ajudar os indecisos, e quem não vê nem entende, a entender.
E não metam isto nas mãos dos católicos. Este assunto da vida tem a ver com Budistas, Católicos, Ateus, etc...é um assunto de ética moral da mais simples... Desde que nascemos que aprendemos: - Não se mata. Matar é mau.
Chega de estar tudo no seu canto a opinar e os políticos a decidir se matamos ou não os nossos filhos.
E vocês, Pais (homens) , mais do que ninguém, falem! Alguém vos perguntou se podem matar os vossos filhos? Vocês nem têm voz. A mulher decide tudo sozinha! (coitadinha)
Desculpem se me exalto na escrita, mas realmente acho que andamos todos a brincar às leis e com a vida das pessoas...
Bita Almeida Lupi Belo
in http://aborto.aaldeia.net/referendoaborto.htm
quinta-feira, novembro 9
Homenagem
Não conheci a Idalina. Sei que tinha 30 anos e era voluntária dos Leigos para o Desenvolvimento em Fonte Boa, Moçambique. Era advogada e deixou a sua vida em Aguiar da Beira para partir para trabalhar de graça num país pobre. A casa onde vivia não tinha electricidade. Um gerador funcionava apenas até às 21 horas. Li na Visão que incentivava os camponeses a plantar morangos, girassol e a criar coelhos e galinhas. Além disso, dava catequese e ajudava na construção de um lar para órfãos de Sida.
Não conheci a Idalina mas conheci outras pessoas que estiveram em missão. Tive o privilégio de poder viver numa comunidade missionária algumas semanas. Vi a entrega, o amor em cada gesto, em cada passo do trabalho que fazem. Não é com os olhos que se percebe por que razão partem. A verdade é que a sua vida toca e transforma a dos outros. Tocou e transformou a minha.Certamente, a Idalina tocou muitas vidas. Um menino moçambicano ter-lhe-á escrito um dia uma carta de amor: "A minha vida sem ti é como uma enxada sem cabo".
A Idalina foi a enterrar hoje. Foi assassinada em missão.
Os Olhos Azuis da minha irmã
No último "Prós e Contras", a eurodeputada Edite Estrela considerou que o
aborto poderia ser legítimo, caso a mãe descobrisse que a criança era portadora
de trissomia 21.
Eu tenho uma irmã com olhos azuis. Chama-se Mónica, tem 22 anos e tirou o curso
profissional de Serviços Básicos de Hospitalidade.
Trabalha hoje numa pastelaria de Lisboa. Os olhos dela são lindos e ela é
educada, feminina, anda sempre perfumada...
A Mónica é a minha irmã e irmã de mais três. Gostamos muito dela e ela é muito
feliz. Dá unidade à família, está atenta sempre a todos e a cada um.
A sra. eurodeputada não tem os olhos azuis mas tem uns olhos tão bonitos como
os da Mónica. Tem os talentos e as virtudes de avó e de mãe. E tem dificuldades;
certamente também chora e se alegra, é mais uma das pessoas deste nosso planeta
que acorda todas as manhãs e lava os dentes.
De certeza que já viu um pobre na rua e lhe estendeu a mão direita (a esquerda)
ou as duas, ou olhou para uma prostituta e sentiu pena. De certeza que já ajudou
alguém em apuros.
Gostávamos que viesse a nossa casa, provasse os muffins que a Mónica faz e
visse o gosto com que ela põe a mesa. E descobrisse que esta menina de olhos
azuis tem... trissomia 21.
E ficaria bem contente por ela ter nascido. Tal como nós. Tal como qualquer
pessoa.
Jaime Bilbao
Destak - 03/11/2006
aborto poderia ser legítimo, caso a mãe descobrisse que a criança era portadora
de trissomia 21.
Eu tenho uma irmã com olhos azuis. Chama-se Mónica, tem 22 anos e tirou o curso
profissional de Serviços Básicos de Hospitalidade.
Trabalha hoje numa pastelaria de Lisboa. Os olhos dela são lindos e ela é
educada, feminina, anda sempre perfumada...
A Mónica é a minha irmã e irmã de mais três. Gostamos muito dela e ela é muito
feliz. Dá unidade à família, está atenta sempre a todos e a cada um.
A sra. eurodeputada não tem os olhos azuis mas tem uns olhos tão bonitos como
os da Mónica. Tem os talentos e as virtudes de avó e de mãe. E tem dificuldades;
certamente também chora e se alegra, é mais uma das pessoas deste nosso planeta
que acorda todas as manhãs e lava os dentes.
De certeza que já viu um pobre na rua e lhe estendeu a mão direita (a esquerda)
ou as duas, ou olhou para uma prostituta e sentiu pena. De certeza que já ajudou
alguém em apuros.
Gostávamos que viesse a nossa casa, provasse os muffins que a Mónica faz e
visse o gosto com que ela põe a mesa. E descobrisse que esta menina de olhos
azuis tem... trissomia 21.
E ficaria bem contente por ela ter nascido. Tal como nós. Tal como qualquer
pessoa.
Jaime Bilbao
Destak - 03/11/2006
A velha questão
O dinheiro traz felicidade? É uma pergunta retórica, daqueles a que cada pessoa dá uma resposta diferente.
Mas a New Economics Foundation fez um estudo para saber quais os países mais felizes do mundo. Curiosamente os países mais ricos do planeta ficaram nas últimas posições. O primeiro lugar foi ocupado pelo Vanatu onde se vive com 860 euros por ano.
Talvez este dado possa responder à pergunta inicial...
Mas a New Economics Foundation fez um estudo para saber quais os países mais felizes do mundo. Curiosamente os países mais ricos do planeta ficaram nas últimas posições. O primeiro lugar foi ocupado pelo Vanatu onde se vive com 860 euros por ano.
Talvez este dado possa responder à pergunta inicial...
sexta-feira, novembro 3
O amor para sempre
Se uma pessoa diz a outra que a ama, a própria linguagem supõe a expressão "para sempre". Não tem sentido dizer: - Amo-te, mas provavelmente só durará uns meses, ou uns anos, desde que continues a ser simpática e agradável, ou eu não encontre outra melhor, ou não fiques feia com a idade. Um "amo-te" que implica "só por algum tempo" não é um amor verdadeiro. É antes um "gosto de ti, agradas-me , sinto-me bem contigo, mas de modo algum estou disposto a entregar-me inteiramente, nem a entregar-te a minha vida".
Mikel Santamaría Garai
Mikel Santamaría Garai
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