Segundo a Convenção de Genebra, refugiado é toda a pessoa que por causa de fundados temores de perseguição devido à sua raça, religião, nacionalidade, associação a determinado grupo social ou opinião política, encontra-se fora de seu país de origem e que, por causa dos ditos temores, não pode ou não quer regressar ao mesmo.
O difícil é provar uma situação concreta e, uma vez que na sua maioria são questões culturais, “é muito difícil para nós, países europeus, perceber e confiar que alguém de facto corria perigo”, aponta Rosário Farmhouse. A grande diferença que sublinha existir entre refugiado e imigrante é não ter tempo de fazer a mala e não poder voltar a seu país. Um refugiado não tem tempo para preparar a viagem, porque quando percebe que tem de fugir não pode organizar nada, por isso “a sua maioria não traz consigo qualquer documento, deixou família ou perdeu-a, acrescido ao drama de não poder voltar. É uma dor muito profunda”.
Um imigrante partilha essa dor, porque deixa o seu país, porque tem de deixar a família para trás e não poucas vezes o processo de reagrupamento é extenso, mas se o entender pode regressar, mesmo que seja para visitar, situação que não acontece com os refugiados. Havendo alguma confusão com os dois termos, “em Portugal somos muito procurados por imigrantes”.
agencia ecclesia
20 de Junho - Dia Mundial dos Refugiados
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