O Historiador Moulin, crítico de arte, professa-se não crente; mas nos seus estudos compreendeu o peso da fé em todos os ramos da ciência. Respondendo à pergunta se a arquitectura civil deve inspirar-se na arquitectura monástica, como fez Corbusier, disse:
- Creio que foi um erro tomar a arquitectura monástica como modelo para a arquitectura civil. Quando a fé não existe, então a arquitectura não funciona...
Sempre disse aos meus alunos: citai-me dez monumentos civis actuais, erguidos de 1850 a 1980, da Polónia à Espanha, da Escócia à Sicília, cuja destruição seria uma perda para o património cultural da Europa. Nunca conseguiram demonstrar-mo. Podem destruir-se os arranha-céus, que nada muda.
Eu, por isso, respondia-lhes: posso pelo contrário citar-vos... alguns edifícios apenas da Ordem de Cister, cuja destruição foi uma verdadeira perda para a nossa cultura.
- De onde lhes vem essa importância?
- É que nesses edifícios existe fé. É preciso ter uma ideia, uma visão do homem na sociedade em relação com algo que seja transcendente, absoluto, fora de nós. É preciso respeitar o homem como um todo unitário para poder edificar mesmo só um claustro.
in LDiária
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