terça-feira, agosto 7

Presença

O nó do afecto

Numa reunião de pais, numa escola da periferia, a directora salientava o apoio que os pais devem dar aos filhos.
A directora ficou muito surpreendida quando um pai se levantou a explicou, com o seu jeito humilde, que não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo durante a semana:
- Quando ele saía para trabalhar, era muito cedo e o filho ainda estava a dormir.
- Quando voltava do serviço, era muito tarde e o garoto já não estava acordado.
O seu trabalho garantia o sustento da família. Tentava redimir-se indo beijar o filho todas as noites quando chegava a casa. Para que o filho soubesse da sua presença, dava um nó na ponta do lençol que o cobria.
Isso acontecia, religiosamente, todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles.

A directora ficou emocionada com aquela história singela e emocionante. E ficou surpreendida quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.
O facto faz-nos reflectir sobre as muitas maneiras de um pai ou uma mãe se fazerem presentes, de se comunicarem com o filho.

E você... já deu algum nó no lençol de seu filho, hoje?

Fonte: Portal da família - Extraído de um folheto da Escola Irmã Catarina

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