Poucas organizações no mundo têm o alcance e capacidade da Igreja Católica no combate à pobreza. A Igreja tem capacidade de recolha de fundos e de colocar essas verbas depressa em acções humanitárias. Sobretudo, está presente em muitos países africanos, com voluntários gozando de excelente ligação às populações e que conhecem as respectivas necessidades e líderes.
Nestas tarefas de protecção, a acção humanitária dos religiosos (que envolve todas as religiões) é sobretudo discreta e centra-se na educação e em pequenos projectos comunitários.
Mas há exemplos de actuação em situação de emergência. Em 1998, durante o conflito na Guiné-Bissau, a Igreja Católica foi, durante algumas semanas, a única organização a funcionar de forma eficaz, em vários pontos do país. A actuação dos religiosos, nessa altura, salvou numerosas vidas, sobretudo de crianças, o elo mais fraco nestes conflitos.
À medida em que se instalavam organizações internacionais exclusivamente dedicadas a emergências (o que demorou algumas semanas), o trabalho dos católicos no terreno regressou à normalidade. Uma das organizações não governamentais que actuaram nesta crise foi a Assistência Médica Internacional (AMI). Na altura, era uma ONG emergente; hoje, esta organização é uma das maiores nacionais.
DN 8-11-2007
1 comentário:
Com a Doutrina Social a Igreja "anuncia Deus e o mistério da salvação em Cristo a cada Homem e, pela mesma razão, revela o homem a si mesmo" João Paulo II.
Em relação ao assunto, vale a pena dar uma vista de olhos na Doutrina Social da Igreja.
Um documento com (muito) sentido...
c e np
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