O João (nome faz-de-conta), casado e com dois filhos, é investigador. Católico responsável e generoso, o João tinha dificuldade em conciliar a vida familiar e profissional com algum apostolado na Paróquia, o que o fazia sentir-se um cristão pouco empenhado. Este testemunho deixou-me a pensar. Então dar aulas, escrever artigos de qualidade, participar em conferências não é uma forma de “procurar o Reino de Deus?” Cuidar dos filhos e construir uma família não é uma forma de servir a Igreja? Talvez não tenhamos ainda atingindo todo o alcance da visão da Igreja oferecida pelo Concílio Vaticano II. Queixamo-nos frequentemente do clericalismo da Igreja, e a solução para resolver o problema é muitas vezes fazer dos leigos padres, em vez de os convidar a procurar Cristo na vida de todos os dias e a “tornarem a Igreja presente e activa naqueles locais e circunstâncias em que só por meio deles ela pode ser o sal da terra”.
Bruno Nobre
in essejota
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