Numa das aldeias no Norte da China, as pessoas trabalham na agricultura. São pobres e a água é preciosa. As casas não têm aquecimento nem as infraestruturas sanitárias.
O Pe. Pedro (nome fictício), da Igreja clandestina, passa a sua vida a viajar de aldeia em aldeia, de casa em casa. Em 23 aldeias, as famílias dão-lhe abrigo durante uma ou duas noites. Transporta consigo, dentro de um saco, todos os seus pertences.
“Todos os dias celebro a missa, ouço confissões e visito os doentes. Aos Domingos, há três ou quatro missas em locais seleccionados de modo a que muitas pessoas possam assistir”, explica. O Pe. Pedro é sacerdote católico há 12 anos, quatro dos quais na paróquia onde actualmente se encontra. As suas visitas são aguardadas com entusiasmo, pois consideram-no membro da família. Mas o que ele faz é ilegal, pois é padre de uma igreja clandestina.
“Somos perseguidos”, admite o sacerdote, acrescentando que a liberdade na China ainda está muito longínqua na China, mas temos de ter fé. Jesus disse-nos «Não tenhais medo». A Igreja de Roma foi perseguida durante 300 anos e no final consegui a sua liberdade”.
O governo chinês tolera a religião sob o apertado controlo das chamadas Associações Patrióticas, que têm por objectivo assegurar que as crenças religiosas não ameacem a linha partidária. Existem três igrejas, uma das quais depende inteiramente da Associação Patriótica. Outra pertence ao Papa e à Associação Patriótica. Outra é exclusivamente leal ao Papa”.
Os cristãos que não rendem a sua fé às directivas governamentais são conduzidos para a clandestinidade, correndo o risco de serem detidos a qualquer momento. A missa é celebrada secretamente, uma vez que as igrejas provisórias podem ser destruídas pelas autoridades de um dia para o outro.
agencia ecclesia
1 comentário:
Pois... mas a China continua a ser um dos principais países do mundo...
Enfim, rezemos por estes missionários perseguidos. Lembrem-se que Cristo e Maria estão com eles. Eles também foram perseguidos.
beijos em Cristo e Maria
Enviar um comentário