Um pai levava seus dois filhos para jogar mini-golfe. Na bilheteria, quis saber o preço.
- Cinco dólares para os adultos, três para maiores de seis anos. Abaixo de seis anos, a entrada é gratuita.
- Bem, um deles tem três, e o outro, sete. Então pago a do mais velho.
- Você é tolo, disse o bilheteiro. Podia ter economizado três dólares, dizendo que o mais velho tinha menos de seis. Eu nunca saberia a diferença.
- Pode ser. Mas os miúdos saberiam. E o mau exemplo ficaria gravado para sempre.
Paulo Coelho
Quando era pequenina fui com a minha avó a Monte Real. Tínhamos de ir de autocarro. Entrámos as duas e o motorista perguntou a minha idade à minha avó. Eu nem a deixei responder e disse a verdade. A minha avó ralhou-me. Afinal podia não ter pago o meu bilhete. Mas eu sabia a diferença! :-)
3 comentários:
E assim se criam pequenos portugueses que, mais tarde, transformam Portugal naquilo que é hoje... A mentirinha é permitida...
A minha mãe também mentia ao motorista... Mas dizia sempre, logo a seguir, em segredo: "Isto não se faz!" ... O dinheiro era curto...
Mas a verdade é que o que é certo e o que é errado não muda por o dinheiro ser curto...
Felicidades.
A primeira vez que levei a Beatriz ao cinema, quando estavamos a ligar para a sala a reservar bilhete e visto que a sessão era para maiores de 4, do outro lado perguntaram a idade da criança, ao que a minha mulher respondeu. A criança tem 4 anos.
A Beatriz, calada como tu sabes que é, gritou logo: "Tês anos! A Quianxa xou eu!"
Ainda bem que do outro lado não ouviram :)
ensinamos as crianças a dizerem a verdade e depois mentimos à frente delas :-) Como é que elas perceberão isso? Eu, sei que não me marcou negativamente o raspanete da minha avó. Pelo contrário, retenho na memória o facto de o episódio ser contado pelos mais velhos com um misto de orgulho pela minha verdade e de graça pela minha inocência.
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