Quando fazia um ano da morte do Papa João Paulo II, a RTP transmitiu uma série sobre a vida do Papa polaco. Vi uma parte de um episódio. Fi-lo com uma atitude questionante. E marcou-me uma parte que vou descrever a seguir.
Em Cracóvia, os comunistas queriam construir um bairro operário sem igreja. E assim fizeram, apesar das insistências do Bispo da cidade. Na altura Woytila era Bispo Auxiliar. Na noite de Natal daquele ano, ele celebrou a Eucaristia , em plena rua no meio do bairro com centenas de pessoas. Se havia ali católicos, então havia ali Igreja. Rapidamente foram cercados por militares. Corriam risco de vida e mesmo assim todos se mantiveram em oração. Finalmente, os militares depuseram as armas.
Perante este episódio marca-me a coragem daquele homem e das pessoas que com ele correram risco de vida ao assumir a sua fé. Questiono-me sobre as pessoas que, em todo o mundo, arriscam a vida pela fé que professam. Vão corajosos e verdadeiros. Quantas vezes nós temos medo ou vergonha de assumir a nossa fé e dizer que somos cristãos? Que segimos Cristo? Medo de ficarmos mal vistos, de sermos diferentes? E eu? Quantas vezes o fiz?
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