Cada pedaço desta Terra é sagrado para o meu povo, cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia nas praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e insecto a zumbir são sagrados na memória e experiência do meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo a lembrança do homem vermelho.
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Vocês devem ensinar às suas crianças que os solos aos seus pés é a cinza de seus avós. Para que respeitem a terra, diga os seus filhos que ela foi enriquecida com a vida de nosso povo. Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas, que a terra é nossa mãe. Tudo que acontecer com à terra acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo a si mesmos.
Isto sabemos: A terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra.
Isto sabemos: Todas as coisas estão ligadas como sangue que une uma família. Há ligação em tudo. O que ocorrer com a terra recairá com os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.
Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos e o homem branco poderá vir a descobrir um dia: Nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar que o possuem, como desejam possuir nossa terra, mas não é possível. Ele é o Deus do homem e sua Compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra lhe é preciosa e feri-la é desprezar seu criador.
Os brancos também passarão talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminem suas camas e uma noite, serão sufocados pelo próprio dejeto. Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente iluminados pela força do Deus que os trouxe a está terra e, por alguma razão especial, lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Este destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos deserto da floresta densa impregnados de cheiro de muitos homens e a visão dos morros obstruída por fios que falam.
ONDE ESTÁ O ARVOREDO? DESAPARECEU. ONDE ESTÁ A ÁGUIA? DESAPARECEU. É O FINAL DA VIDA E O INÍCIO DA SOBREVIVÊNCIA.