Como ser testemunhas, na terra, de um Deus de amor se deixarmos que as nossas separações entre cristãos continuem? Ousemos avançar para a unidade visível! Quando, todos juntos, nos voltamos para Cristo, quando nos reunimos numa oração em comum, o Espírito Santo já nos está a unir. Humildemente, na oração, aprendemos sempre a pertencer uns aos outros. Teremos a coragem de nunca agir sem ter em conta os outros?
Quanto mais nos aproximamos de Cristo e do seu Evangelho, mais nos aproximamos uns dos outros.
Através do acolhimento recíproco, realiza-se uma partilha de dons. O conjunto desses dons é hoje necessário para tornar audível a voz do Evangelho. Aqueles que puseram a sua confiança em Cristo são chamados a oferecer a sua união a todos. E o louvor de Deus pode ressoar.
Então torna-se realidade a bela parábola do Evangelho: o pequeno grão de mostarda torna-se a maior das plantas do jardim, de tal forma que as aves do céu vêm fazer nela os seus ninhos. IV Enraizados em Cristo, descobrimos em nós a capacidade de nos abrirmos aos outros, também àqueles que não podem acreditar nele ou que lhe são indiferentes. Cristo fez-se servidor de todos, não humilha ninguém.
Mais do que nunca, temos hoje a possibilidade de vivermos uma comunhão para além das fronteiras entre os povos. Deus dá-nos o seu sopro, o seu Espírito. E pedimos-lhe: «Guia os nossos passos no caminho da paz.»
Irmão Alois de Taizé in carta Carta de Calcutá 2007
Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 18 a 25 de Janeiro
Sem comentários:
Enviar um comentário