(...)A Amnistia Internacional está preocupada com relatos sobre dezenas de pessoas que foram mor tas em diferentes partes do Quénia, muitas delas baleadas por agentes policiais durante protestos pela alegada fraude nas eleições gerais, que ocorreram três dias antes do previsto.
A situação surgiu na sequência de um comunicado oficial pelo Presidente Mwai Kibaki anunciando a sua escassa vitória em relação ao candidato da oposição Raila Odinga, a 30 de Dezembro. De acordo com recentes relatos de testemunhas oculares, a polícia disparou contra os civis que protestavam matando dezenas de pessoas e ferindo outras tantas. Alguns dos protestantes atiraram pedras, usaram facas, barricaram estradas e destruiram propriedades. Até à data, há relatos de mais de 300 pessoas mortas em resultado dos actos violentos na sequência da divulgação dos resultados da eleição presidencial, incluindo cerca de 30 civis - mulheres e crianças – que tentavam escapar aos jovens armados – e que morreram queimados depois de terem procurado refúgio dentro de uma igreja na cidade de Eldoret, no Rift Valley, propositadamente incendiada, no dia 1 de Janeiro. Pessoal médico do Hospital de Mulheres em Nairobi relatou também um aumento considerável de casos de violações de mulheres e crianças cometidos por gangs e individuos em consequência da violência resultante dos protestos pós eleitorais. Alguns dos recentes casos de violência estão relacionados com conflitos étnicos perpetrados por grupos anti-governamentais contra membros do grupo étnico Kikuyu do Presidente Kibaki, por suspeita de fraude eleitoral.Mais de 75 mil pessoas foram deslocadas internamente como resultado das violações ocorridas. Algumas dos quais foram evacuadas pelo governo do Quénia sob escolta militar ou mesmo transporte aéreo. Centenas destas pessoas foram transferidas para países vizinhos, particularmente o Uganda.
in Amnistia Internacional
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